terça-feira, 10 de setembro de 2013

VIVENDO E APRENDENDO COMO MAGÉ É ABANDONADA


Passear com o agente de viagem Manicera é sempre garantia de cultura, entretenimento e criação de novos laços de amizade. No dia 7 de setembro, sábado, o diretor-presidente do Jornal O REDATOR embarcou com a agência, a convite do amigo Manicera, rumo ao distrito pequenino de Valença, Conservatória. É uma localidade bucólica, de muito verde, conhecida em todo o país com a cidade das serestas. Nos fins de semana ocorrem vários encontros, e a animação começa no fim da tarde de sexta-feira, quando as portas do comércio se abrem. Às 20h, começa a seresta dentro da Casa da Cultura. Às 23h, os seresteiros vão até a porta do antigo museu da seresta, na rua que desce, e de lá seguem pelas ruas da cidade. Este grupo de Serenata vai até a rua que sobe, onde se encontra com outro grupo, que faz MPB e chorinho em um evento chamado Serenoite. Jáaos sábados, das 11h às 13h, na Praça do Clube, tem a roda de chorinho organizada por Juarez, filho do compositor Guilherme de Brito (autor de clássicos como A Flor e o Espinho, com Nelson Cavaquinho).
E tem mais: aos domingos, todos contam com a Solarata, nome dado às serenatas diurnas. Vai das 10h30 às 12h, na Travessa Geralda Fonseca, conhecida como Rua do Meio ou rua de lazer. E no quarto domingo do mês, tem missa dos seresteiros com cantoria a partir das 9h na igreja de Santo Antonio, na Praça Getúlio Vargas. A missa é toda em seresta. Conservatória só volta a descansar depois das 15h de domingo, até que a cantoria recomece no fim de semana seguinte.
Entretanto, Conservatória também possui outros atrativos como a Matriz de Santo Antônio, o Museu da Serenata, o Túnel que chora e a Locomotiva 206, além de belas paisagens naturais, ruas de chão de pedra e casas com nomes de músicas. Até há bem pouco tempo, Conservatória não tinha nem um agência bancária.

Quem também participou dessa excursão foi o músico mageense Carlão da Cuíca. Carlão já viajou o país e algumas cidades do interior, em apresentações solo ou com grandes nomes da música brasileira. Ele animou o grupo, levando todos a cantar e se divertir durante a viagem. 

Eterna vergonha para o poder público de Magé, uma cidade quase da idade do Brasil, que em 2010 já contava com mais de 250 mil habitantes e tem, além de uma grande vocação ecológica com extensa área verde recheada de cachoeiras, balneários, inúmeras construções e ruínas de tempos coloniais, a primeira estrada-de-ferro do país e muita história para contar, além de ser berço de muitos nomes que fizeram a história do Brasil nas artes, no futebol e na literatura. Nossos governantes deviam ter vergonha e aprender com cidades pequenas, mas bem organizadas, como explorar de forma sustentável suas riquezas históricas e naturais.










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