quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

ARTIGO - LIBERDADE NÃO EMBURRECE

Demétrio Sena,  Magé - RJ.

Dentro dos meus critérios de filtragem, seleção e coleta do que há de bom em quase tudo, tenho perfil no Facebook; acompanho algumas novelas; leio gibis; vejo filmes de super heróis. Faço muitas outras coisas consideradas fúteis e não tenho temor da idiotização, justo porque não há na minha natureza qualquer tendência para a idiotice, a mudança irresponsável de conceitos ou a conversão desavisada.
Tenho profunda e sincera piedade daqueles pobres diabos que fogem de tudo isso não exatamente por gosto pessoal nem filosofia própria. São apenas tangidos pela fragilidade ou inconsistência de seus conhecimentos adquiridos ou decorados na universidade, na pós-graduação e nos meios que frequentam mais por defesa, insegurança e manutenção das aparências do que por vontade ou prazer.
Não sou escravo de nada que faço, porque tenho estrutura para só fazer quando quero, enquanto e se de fato quiser. Mas esses de quem trato são casos patológicos, por serem escravos do que não fazem, mesmo quando querem. Têm o compromisso de jamais descerem de um pedestal que não existe, sob pena de serem flagrados pelos outros escravos pseudoeruditos que tanto os vigiam quanto são vigiados por eles.
São esses os idiotas. Os encabrestados pelo conhecimento que deveria libertá-los e munir das condições de transitar por todas as culturas, absorver o melhor de cada uma delas e jogar fora o que não se aproveita. Condições, inclusive, de saber que até os livros bem recomendados pelo Jô Soares, os filmes que o bonequinho do Globo aplaude, as obras de arte dos maiores gênios da humanidade também têm o que se jogar fora.
Falo de gostos e de respeito. Do direito de ir e vir. Das livres escolhas de cada um, sem que outros lhes imponham pechas ou desqualifiquem essas escolhas, movidos pela burrice de pensar que a liberdade emburrece.

Nenhum comentário:

Postar um comentário