segunda-feira, 7 de maio de 2012

EMPRESÁRIOS, ONGs E GOVERNOS NÃO SE ENTENDEM SOBRE RIO+20

Setor privado e ONGs contestaram no dia 4 de maio, em Nova York, as negociações e o conteúdo do documento final da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20). Jornalistas ouviram as queixas em entrevista coletiva organizada pelo Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais (Desa) da ONU.  A segunda etapa de negociações informais acabou na sexta-feira e os governos pediram um novo debate, que será realizado de 29 de maio a 2 de junho, no mesmo local.
O diretor executivo do Greenpeace no Brasil, Marcelo Furtado acha que está havendo uma “lavagem cerebral”. Ele defende que para atingir o futuro que a sociedade deseja, todos os governos devem assumir responsabilidades equivalentes. Segundo a ONG, em vez de se propor soluções imediatas, pede-se mais 20 anos para agir. A ONG também avalia que as negociações estão muito lentas, sem concessões, e os países só defendem os próprios interesses.
A queixa do setor privado é a falta de espaço para negociar pontos do documento final da Rio+20: “Somos um dos nove Major Groups e nossa condição de fazer parte do processo não é tão grande como achamos que deveria ser. Estamos fora da mesa de negociações”, afirmam representantes. O consenso é de que há muita ênfase no papel do setor privado, mas os governos também devem assumir responsabilidades.

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