quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

BOAS-VINDAS À TREL; MAS...

Paulo César dos Santos

O segundo dia de circulação dos ônibus da empresa TREL nas linhas do Município de Magé não foi fácil. Houve longas esperas de passageiros nas rodoviárias, e muitos que esperavam nos pontos fora dos centros ficaram sem condução, porque os motoristas passavam fazendo sinal de que os ônibus estavam lotados e não paravam. Uma prática entre as que mais revoltaram os passageiros durante o tempo de circulação dos ônibus da Alfa Rodobus. Ou seja: Quem mora e/ou trabalha em Raiz da Serra, Pau Grande, Ypiranga e Magé teve ônibus, ainda que muito cheios. Aqueles dos bairros mais afastados (Barão de Iriri, Santa Dalila, Parque das Flores, Cidade Cinema entre outros) foram mais uma vez os passageiros da agonia das longas esperas. Afinal, se todos os ônibus estavam cheios, com que condução essas pessoas poderiam contar?
No entanto, sejamos razoáveis: Foi apenas o segundo dia de funcionamento, e algumas coisas melhores foram registradas. Exemplos disso foram os horários; o trato mais humilde dos motoristas com os passageiros; os portadores de passes, cartões Riocard e Bilhete Único podendo utilizar seus benefícios. Isto, além da vitória de todos contra a Rodobus, que era imbatível na prática de abusos e na incompetência de todo o quadro diretor e funcional. Não se sabe como essa empresa é em São Paulo, de onde veio para torturar os mageenses, mas por aqui foi o caos. Abusou em todos os sentidos.
Esperamos e cremos que a TREL encontrará o mais breve possível o equilíbrio de sua funcionalidade dentro do município. É uma boa empresa em quase todas as linhas onde opera, embora sempre tenha deixado a desejar nas linhas Imbariê/Praia do Anil/Magé X Petrópolis e  Ypiranga X Duque de Caxias, em relação aos espaços de tempo entre uma condução e outra. O que se pede aos seus diretores é que não permitam aos seus funcionários a repetição de abusos como a discriminação de bairros e pontos, maus tratos aos não pagantes em geral, brutalidade, excesso de solavancos nos veículos lotados, mau humor. Sobretudo, orientem os motoristas a parar sempre para quem acena em qualquer ponto, ainda que os ônibus estejam muito cheios. Deixem que os passageiros decidam se querem ou não entrar nos veículos. O que não se pode, haja o que houver, é humilhar seja quem for, de que bairro for, se negando a parar.
No mais, cabe a todos nós o reconhecimento à palavra do Prefeito Nestor Vidal cumprida. Ele conseguiu nos livrar da Rodobus, mesmo havendo o empecilho de um contrato de alguns anos com a empresa, firmado no governo anterior. A TREL está operando em caráter de emergência. Dá para crer que, se a empresa não corresponder às expectativas da  população e da municipalidade, não poderá também ficar. E o povo, sobretudo o povo, agora já sabe o caminho: Tem que reclamar, e reclamar muito; reagir contra todo e qualquer abuso que sofra e ficar sempre atento a tudo que o rodeia.
Só não se pode ser injusto. Portanto, vamos dar um tempo, um crédito de confiança e as boas-vindas à nova empresa de transportes coletivos que veio para Magé com a missão de resolver este problema de muitos anos, que é o da locomoção dos mageenses dentro de sua cidade. Não determinemos qualquer sentença fora de hora nem sejamos intolerantes com o poder público municipal, diante dos esforços que temos visto para que Magé se torne uma cidade melhor. Quando for preciso, e se for, nós também cobraremos ao lado do povo. No fim das contas, sempre foi assim; não é verdade?

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