Subiu para 54 o número de ocorrências registradas neste sexto dia de
ataques em Santa Catarina. No final da noite de segunda-feira (4) e na
madrugada desta terça-feira (5), a Polícia Militar afirmou que uma
oficina, um carro, quatro ônibus e um caminhão foram incendiados em
quatro cidades do estado.
A segunda onda de atentados em Santa Catarina começou na noite de quarta-feira (30), no Vale do Itajaí.
Até o início da manhã desta terça (5), a Polícia Militar havia
confirmado 54 ataques. Veículos foram incendiados e foram disparados
tiros e jogados coquetéis molotovs contra prédios públicos. As
ocorrências foram registradas em 18 municípios.
Em Itajaí, uma oficina foi incendiada por volta das 23h de
segunda-feira. De acordo com a PM, colocaram fogo em um galpão que
guardava galões de tinta. Não houve vítimas, mas quando os bombeiros
chegaram para atender a ocorrência, o fogo já havia consumido o local.
Na mesma cidade, um Fusca abandonado foi incendiado por volta da 0h50
por um homem que passava de bicicleta.
Em Ilhota,
no Vale do Itajaí, três ônibus foram incendiados por volta das 2h30. De
acordo com a PM, os veículos estavam no pátio da prefeitura. Um deles
ficou completamente destruído e os outros dois foram atingidos
parcialmente. Segundo a PM, nenhum suspeito foi detido e ninguém ficou
ferido.
Já por volta das 5h, um ônibus da Auto Viação foi incendiado no bairro Palmital, em Chapecó,
no Oeste catarinense. De acordo com a Polícia Militar, quatro homens
armados, aparentemente menores, renderam o motorista e mandaram os
passageiros descerem do veículo. Os suspeitos fugiram em um Gol branco e
a polícia faz buscas pela cidade.
Em Joinville,
no Norte do estado, atearam fogo em um caminhão no bairro Santa
Catarina por volta das 5h30 desta terça-feira. Segundo a PM, o veículo
estava abandonado e ficou destruído.
Ainda na noite de segunda-feira, foram apreendidos 600 kg de explosivos
em uma casa em Ibirama. Segundo a PM, há informações que a dinamite
possa pertencer a uma empresa, mas como o explosivo estava armazenado de
forma irregular, a polícia está considerando esta ocorrência como parte
dos ataques em Santa Catarina.
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